quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Conselhos para o novo ano


 
#1 
Não assuma compromissos do tipo “vou iniciar uma dieta”, “vou começar alguma atividade física”, “vou terminar o curso de inglês”. Esse tipo de coisa serve apenas para acumular culpa e frustração sobre os seus ombros.

#2 
Não acredite nesse pessoal que diz que “sem meta você não vai a lugar nenhum”. Pergunte a eles por que, afinal de contas, você tem que ir a algum lugar. Trate esses “lugares futuros imaginários” apenas como referência para a maneira como você vive hoje – faça valer a caminhada: se você chegar lá, chegou, se não chegar, não terá do que se arrepender. A felicidade não é um lugar aonde se chega, mas um jeito como se vai.

#3 
Não faça nada que vá levar você para longe das suas amizades verdadeiras. Amizades levam um tempão para se consolidar e um tempinho para esfriar, pois assim como a proximidade gera intimidade, a distância gera esfriamento e fragiliza os vínculos.

#4
Não perca tempo discutindo religião, política e futebol. As paixões moram numa nuvem que os argumentos não alcançam. 

#5 
Não fique arrumando desculpas nem explicações para as suas transgressões. Quando cometer um pecado, assuma, e simplesmente diga “minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa” e “fiz sim, me perdoe”. Comece falando com Deus e não pare de falar até que tenha encontrado a última pessoa afetada pelo que você fez.

#6 
Não faça nada que cause danos à sua consciência. Ouça todo mundo que você confia, tome as suas decisões, e assuma as responsabilidades. Não se importe em contrariar pessoas que você ama, pois as que também amam você detestariam que você fosse falso com elas ou se anulasse por causa delas.

#7 
Não guarde dinheiro sem saber exatamente para que o está guardando. Dinheiro parado apodrece e faz a gente dormir mal. Transforme suas riquezas em benefícios para o maior número de pessoas. É melhor perder o dinheiro que ocupa seu coração, do que o coração que se ocupa do dinheiro. 

#8 
Não deixe de se olhar no espelho antes de dormir. Caso não goste do que vê, e isso se repita muitas vezes, não hesite em perder a noite de sono para planejar o que vai fazer na manhã seguinte. Ao se olhar no espelho ao amanhecer, lembre que com o sol chega também a misericórdia de Deus: a oportunidade de começar tudo de novo.

#9 
Não leve mágoas, ressentimentos e amarguras para o ano que vem. Leve pessoas. Sendo necessário, perdoe ou peça perdão. Geralmente as duas coisas serão necessárias, pois ninguém está sempre e totalmente certo. Respeite as pessoas que não quiserem fazer a mesma viagem com você.

#10 
Não deixe de se perguntar se existe um jeito diferente de viver. Não acredite facilmente que o jeito diferente de viver é necessariamente melhor do que o jeito como você está vivendo. Concentre mais energia em aprender a desfrutar o que tem do que em desejar o que não tem.

#11 
Não deixe o trabalho e a religião atrapalharem sua vida. Cante sozinho. Leia poesias em voz alta. Participe de rodas de piada. Não tenha pressa de deixar a mesa após as refeições. Pegue crianças no colo. Ande sem relógio. Fuja dos beatos.

#12 
Não enterre seus talentos. Nem que seu único tempo para usá-los seja da meia noite às seis. Ninguém deve passar a vida fazendo o que não gosta, se o preço é deixar de fazer o que sabe. Útil não é quem faz o que os outros acham importante que seja feito, mas quem cumpre sua vocação. 

#13 
Não crie caso com sua mulher. Nem com seu pai nem com sua mãe. Nem com seu irmão nem com sua irmã. Caso eles criem com você, faça amor, não faça a guerra. O resto se resolve. 

#14 
Não jogue fora a utopia. Ninguém consegue viver sem acreditar que outro mundo é possível. Faça o possível e o impossível para que esse outro mundo possível se torne realidade. 

#15 
Não deixe a monotonia tomar conta do seu pedaço. Ninguém consegue viver sem adrenalina. Preste bastante atenção naquilo que faz você levantar da cama na segunda-feira: se for bom apenas para você, jogue fora ou livre-se disso agora mesmo. Caso não queira levantar da cama na segunda-feira, grite por socorro.

#16 
Jamais se esqueça que a pessoa mais importante do mundo é aquela que está na sua frente. Não a que está no Whats App, nem no Facebook, nem no Instagram.

#17 
Não deixe de dar bom dia para Deus. Nem boa noite. Mesmo quando o dia não tiver sido bom. Com o tempo você vai descobrir que quem anda com Deus não tem dias ruins, apenas dias difíceis. 

#18 
Não negligencie o quarto secreto onde você se encontra com seu eu verdadeiro e com Deus – ou vice-versa. Aquele quarto é o centro do mundo – o mundo todo cabe lá dentro, pois na presença de Deus tudo está e tudo é.

#19 
Não perca Jesus de vista. Não tente fazer trilhas novas, siga nos passos dEle. O caminho nem sempre será tão confortável e a vista tão agradável, mas os companheiros de viagem são incomparáveis. 

#20 
Não caia na minha conversa. Aliás, não caia na conversa de ninguém. Faça sua própria lista. Escolha bem seus mestres e suas referências. Examine tudo. Ouça seu coração – geralmente é ali que Deus fala. Misture tudo e leve ao forno.

#21 
Não fique esperando que sua lista saia do papel. Coloque o pé na estrada. Caso não saiba por onde começar, não tem problema. O sábio disse ao caminhante que “não há caminho, faz-se caminho ao andar”.

Nota:
Texto publicado originalmente em 2005 na página do autor no Facebook, e levemente adaptado para hoje.
© 2014 Ed René Kivitz

Banda Tianastácia será a atração da torcida Atleticana em uma super festa em Turmalina


A torcida do Galo em Turmalina está promovendo um grande evento em comemoração dos títulos  da Recopa Sul - Americana  e Copa do Brasil conquistados no ano de 2014. 

O Galo conquistou a Recopa em um grande jogo contra o Lanus, campeão da Copa Sul-Americana e venceu a Copa do Brasil com viradas heroicas e triunfando sobre o maior rival na grande final.



O evento vai acontecer na Praça da Matriz a partir das 17:00 horas no dia 03 de janeiro e terá como atrações  principais  as bandas Tianastácia e Batukaê.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Satanizaram o Natal



Bráulia Ribeiro


De como os evangélicos vão ficando cada vez menos humanos e trabalham sem saber para a desevangelização do Brasil


Satanizaram o Natal. Me parece até surreal quando vou a igrejas, e a sites evangélicos, e não se faz nem uma referência ao Natal sequer, nem se tem um culto de celebração dia 24, ou 25 parte da tradição cristã há tantos séculos. Às vezes não acredito, me belisco, penso, não, esta doença vai passar, mas que nada, se alastra mais e mais. Mesmo os cristãos que contra a corrente mandam seus cartõezinhos, se sentem no dever de nos exortar contra o comercialismo, contra os presentes, no meio de votos tímidos de felicidade e feliz ano novo. Quando encontro um irmão na rua e desavisadamente comprimento com um animado: “Feliz Natal!” Eles me olham como se estivesse falando uma heresia, ou num ar condescendente explicam que já não estão mais neste mundo e que Cristo nasce todo dia….

Tradições religiosas como o Natal tem o papel de reforçar valores sociais comuns. Enquanto no carnaval e no reveillon, a tradição é subverter valores, se esbaldar, praticar o impraticável durante o resto do ano, por isto são chamados por Roberto Damatta, antropólogo brasileiro de “ritos de inversão”, na festa do Natal principalmente os trabalha para reforçar os valores positivos. Natal é a festa da família, de comer juntos um peru, de decorar a árvore ou o presépio, de cantar hinos, de se presentear os amigos, os familiares, de dar gorjetas maiores, de pensar nos que estão distantes. Nesta época Holywood lança inúmeros filmes sobre pais e filhos, pais desnaturados com valores errados, que de alguma forma perderam a noção do que é importante, e nesta época se encontram com algo que “os converte” novamente à família. Nesta época até os sem religião ficam com os olhos marejados diante de um presépio bem feito, ou dos garotos cantando canções natalinas nas janelas do HSBC em Curitiba.

Boicotar as festas cristãs mais importantes como o Natal e a Páscoa é boicotar-se a si mesmo, perder uma boa oportunidade para falar de Cristo, abraçar pessoas, espalhar fraternidade e carinho numa época em que as pessoas se voltam automaticamente umas para as outras. Nossa vida em sociedade é feita de ritos, tradições e heranças simbólicas. Estes crentes anti-natal, dominados por um zelo místico e sem respaldo bíblico querem renegar todas suas tradições culturais, até as mais inofensivas.

Ritos de reforço são tão necessários quanto ritos de inversão. Não é porque nos convertemos que deixamos de ter cultura. Continuamos a ter necessidade de reforçar socialmente o que acreditamos. Ironicamente a falta do Natal, junto com a demonização de certos símbolos cristãos como a cruz, continuou tendo este mesmo fim social. Se tornaram os “desritos” que reforçam a separação evangélica do mundo. Mas porquê se tornaram necessários artifícios sociais como estes, se a nossa cultura cristã quando puramente bíblica já nos “marca” automaticamente com uma diferença moral, já nos banha como o hissopo da conversão do caráter que tem não tem paralelo a nenhuma outra experiência humana? A mudança de caráter, a conversão de valores é segundo Jesus (Jo17) e deveria continuar sendo a maior marca que torna os cristãos conhecidos não importa a cultura, os ritos que praticam ou deixam de praticar, a freqüência ou não na igreja.

Infelizmente o sincretismo moral tomou conta da igreja. Pregamos nos nossos púlpitos do mesmo jeito que se prega nas palestras de auto-ajuda nos auditórios de hotéis. Você pode, você merece, você tem direito. Estamos debaixo da soberania do eu, da tirania da felicidade egoísta. Se distribuem riquezas, beleza, orgasmos múltiplos, alegrias festivas nos púlpitos, numa supercialidade que nos faz duvidar que Jesus morreu na cruz, mas deve ter acendido aos céus numa almofada cor de rosa.

O Natal vai sim se tornar uma festa cada vez mais pagã. Vai se falar mais em trenós, duendes e renas, neve (mais uma estupidez nossa, europeus dos trópicos) e cada vez menos no nascimento de Jesus, porquê nós não vamos estar presentes no cenário cultural geral para salgar nada. Vamos ignorar a importância da história mais recente, super-valorizando uma origem pagã datada de milhares de anos atrás.

Nosso cristianismo vai se tornar apenas uma experiência mística vazia, ao invés de uma realização do fato mais importante da história da humanidade, o nascimento do criador em forma de homem. Fato constado historicamente, documentado, materialmente fisicamente e culturalmente real num dia específico da história humana. Um dia ele nasceu, não sei se em setembro, novembro ou dezembro, a acuracidade do mês e do dia não importa tanto quanto o evento. Um bebê humano em toda sua fragilidade, chorou ao ser parido por uma mãe humana. Mas nele havia o DNA divino. Nele estava contida toda a plenitude da divindade, numa maneira que nossa mente limitada não alcança entender. Ele era Deus mas não teve por usurpação o ser igual a Deus, mas antes tomou a forma de servo e seguiu até a morte na cruz.

Nascer, viver, morrer e ressucitar de uma maneira divina, no entanto humana foi sua mensagem principal. Eu os amo, amo a ponto de me encarnar, de me limitar à sua humanidade, de me tornar criatura, eu o Criador, e assim ensinar-lhes como viver. E assim marcar a história humana com um AC DC. E assim me tornar o autor da maior transformação que a humanidade já sofreu. Esta história que se repete hoje nas nossas vidas, é verdade que ele “nasce” dentro de nós quando nos convertemos, teve um início.
Só me resta agora lamentar nossa ignorância. Ignorância religiosa, sociológica, cultural. Desprezamos símbolos importantes numa fase em que deveríamos reforçar-lhes o valor. Iludidos por ensinos enganadores, superficiais, que desconsideram tanto a história deixamos de relembrar a humanidade do que ela já sabia, mas está esquecendo.

Só me resta lamentar este evangelicalismo armadilha no qual fomos presos. Não sabemos ser cristãos mais. Tornamos-nos semi-bruxos exotéricos, neo-cristãos-medievais próximos das experiências místicas, mas distantes das verdades históricas profundas. Somos capazes de pregar uma felicidade terrena sem limites, mas incapazes dos sacrifícios morais, incapazes da verdadeira santidade, somos capazes de discriminarmo-nos uns aos outros com base em sutis discrepâncias doutrinárias, no entanto incapazes de amar.

Genizah

Ed Rene Kivitz no The Noite com Danilo Gentili













Enfim, alguém com um programa de alcance nacional começa a convidar pastores, teólogos e ativistas cristãos com verdadeira relevância, fora deste esquema gospel. Depois do Caio, o Ed, que siga assim!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Cantor Marquinhos Gomes se apresentará na Igreja Batista Renascer em Capelinha




O Cantor gospel Marquinhos Gomes estará presente na Igreja Batista Renascer de Capelinha no dia 11 de Janeiro(Domingo) as 19:00 Hrs.
Será um grande evento com um dos nomes mais populares da música gospel que tem embalado gerações com um repertorio vasto de grandes sucessos.
A igreja Batista Renascer de Capelinha é pastoreada pelo Pr. Tarcisio Ferreira e está localizada na rua Dr. Hermelindo , 726 próximo à escola Geralda Otoni.
Conheça um pouco da carreira de Marquinhos Gomes:

No mês de dezembro de 2012, recebeu das mãos do apresentador Raul Gil o DVD de Ouro. Ainda no mesmo ano foi notificado pela revista americana Billboard como o 30º cantor mais ouvido na internet. 
Em janeiro de 2014, sua posição na mesma revista americana, passou para 26º lugar, superando diversos cantores pelo mundo em download e acesso em suas redes.
Marquinhos, que participou do grupo Altos Louvores, ficou nacionalmente conhecido ao partir para a carreira solo. Logo, revelou talento acima do esperado e viajou por dezenas de cidades e países.
O álbum “O Rei da glória”, cujas vendas ultrapassaram a casa de um milhão de cópias, rendeu a Marquinhos o título de “cantor do século”, conferido pela mídia nacional no segmento.

Além de compor a maioria de suas canções,é reconhecido também, por tocar de modo admirável o seu saxofone e tem muitas de suas composições gravadas por grandes intérpretes da música cristã entre eles: Fernanda Brum, Aline Barros, Carlinhos Félix, Marina de Oliveira, entre outros nomes.
O talento deste cantor carismático sai da fronteira gospel e alcança o gosto de pessoas de diversos segmentos, que reconhecem a sua qualidade musical e a unção divina que fazem diferença em sua carreira.

DISCOGRAFIA


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DVD Ele não desiste de você

Lançado em maio de 2012
Lançado no primeiro semestre de 2010

Ele não desiste de você

Lançado segundo semestre de 2010
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Revela Tua face

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Marquinhos Gomes 5 anos

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Presença de Deus

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Um escolhido

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General de guerra

Ano Aqui

domingo, 21 de dezembro de 2014

HOSPITAL SÃO VICENTE DE TURMALINA, “EU AMO EU CUIDO”

Hospital São Vicente promove Semana de humanização e SIPAT 











O Hospital São Vicente promoveu entre os dias 15 à 18/12/2014 a 4ª Semana de Humanização e SIPAT, com o tema, SEJA UM AMIGO DO HOSPITAL SÃO VICENTE, EU AMO, EU CUIDO”.

O evento foi organizado pelo Grupo de Humanização do Hospital e Direção, apoiados por voluntários e SICOOB.

Os voluntários, conhecidos por “AMIGOS DO HOSPITAL” realizaram atividades terapêuticas, massagens, manicure/pedicure e cabelo em pacientes internados e funcionários. O voluntário Claudeci Souza Santana, conhecido como “Claudeci do Kung-Fú” afirmou “o que me motiva é a certeza de que podemos sempre nos doar, assim nos tornando pessoas melhores e mais felizes com a graça de Deus”.

Christiano Almeida, enfermeiro e membro do GTH registrou “tenho certeza que a Semana de Humanização trará benefícios para funcionários e usuários. O cuidado e o amor para com o próximo são indispensáveis”. Christiano faz uma reflexão “Precisamos despertar o sentimento voluntário na sociedade e contamos com mais pessoas para nos ajudar”.

O evento foi encerrado no dia 18/12, no Salão da Conferência de São Vicente de Paulo com a presença de aproximadamente 60 pessoas, entre funcionários, pacientes e convidados. Na oportunidade, palestras foram realizadas. A primeira sobre a “Importância do Trabalho Seguro”, com Leomar Gonçalves, funcionário do hospital, seguida de uma palestra “Motivacional” com a psicóloga Adna Godinho.

“Trabalho no Hospital Felício Rocho, em Belo Horizonte, MG, há 38 anos, sendo 27 anos, também, como psicóloga hospitalar. Senti-me muito honrada pelo convite para participar do evento, com a palestra motivacional. Quero agradecer à Direção pela oportunidade, pois fiquei muito sensibilizada e encantada com o brilhantismo do Corpo Hospitalar que funciona como uma grande família. Pessoas bem formadas, no seio familiar, que investe todo o amor para que o referido hospital seja referência”, relata Adna Godinho.

Após as palestras, os Vicentinos da Conferência de São Vicente de Paulo e o médico, Dr. Hugo Jansen Lopes foram homenageados pelos relevantes serviços prestados. “Palavras são insuficientes para descrever a sensação de alegria, sinto-me em casa, em família no hospital”, relata Dr. Hugo visivelmente emocionado.

“Envolver a comunidade na vida do hospital é fundamental. Ao conhecer nossos trabalhos, teremos maiores chances de construirmos juntos, uma saúde mais fortalecida. A Semana de Humanização é um desses exemplos”, relata Douglas Cordeiro, Diretor Administrativo e membro do Grupo de Humanização. Por fim, ele afirma “Não podemos nos limitar a tratar de doenças, nosso papel é cuidar de pessoas, portanto, a humanização é essencial”.





“PARA SABER MAIS SOBRE OS TRABALHOS VOLUNTÁRIOS DO HOSPITAL, PROCURE O GRUPO DE HUMANIZAÇÃO. VENHA, AJUDE-NOS A AJUDAR O PRÓXIMO”. GTH/DIREÇÃO HOSPITALAR


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Perigo à vista: Aborto e crime de homofobia podem ser votados na próxima semana




A novela da PLC 122/2006 ameaça voltar e os descalabros do referido projeto de lei podem voltar com força e ampliados no bojo da agenda abortista do governo.

O Senador Magno Malta distribuiu alerta de que a Senadora Marta Suplicy (PT/SP) pretende usar a votação do PLS 236/2012, prevista para a próxima semana, para apresentadar emendas de plenário, que na prática, ressuscitam todas as absurdas propostas do PLC 122/2006.

Enterrado em 2013, o PLC 122, que tipifica o crime de homofobia, passou a tramitar com a reforma do Código Penal. O Senador Vital do Rego, em seu voto, rejeitou a tipificação do crime de homofobia e o sepultou definitivamente. Agora, o fantasma voltou na forma de uma possível "chicana" no plenário.

Entenda


Em 2012 o Senado Federal começou a discutir a Reforma do Código Penal Brasileiro, por meio do PLS 236/2012. O texto inicial foi formulado por um grupo de juristas e recebeu muitas criticas e foi rejeitado em quase totalidade pelo relator na Comissão Especial, Senador Pedro Taques (PDT/MT). O substitutivo elaborado pelo Senador Pedro Taques afastou os vícios e atendeu grande parte da população brasileira, tendo sido votado e aprovado em 13 de dezembro de 2013. O Projeto foi encaminhado a Comissão de Constituição e Justiça tendo sido a relatoria avocada pelo presidente da CCJ, Senador Vital do Rego (PMDB/PB). Na última semana, o voto do relator na CCJ - Senador Vital do Rego (PMDB/PB) - começou a ser apreciado e foram concedidas vistas aos senadores membros da Comissão. A votação final ocorrerá na próxima semana. Suplicy pretenderia usar a oportunidade para restabelecer o debate da mordaça gay.

Pressão na Bancada


É importante que os evangélicos e defensores da família exerçam pressão sobre a bancada para que estes rejeitem as emendas apresentadas.

Durante esta importante votação também será discutido um artigo que trata do aborto. O relator - Senador Vital do Rego (PMDB/PB) - precisa modificar este artigo, pois a redação da forma como ele o apresentou é inaceitável na visão dos os defensores da vida.

Fazendo pressão

Liguem no “Alô Senado” número 0800 61 22 11 (ligação gratuita);

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Pra Sempre, Sempre Acaba




Carlos Moreira

"Ele fez tudo apropriado há seu tempo. Também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade; mesmo assim este não consegue compreender inteiramente o que Deus fez”. Ec. 3:11

Depois de certa idade você começa a entender que tudo na vida é passageiro, fugaz, demasiadamente breve. Hoje, existe; amanhã, quem sabe? Esta é uma das grandes chatices da vida, nada é pra sempre; pra sempre, como poetizou Renato Russo, sempre acaba...

Eu já vivi a ilusão de que algumas coisas na existência eram pra sempre. Ah, como isso me fazia bem... Mas não era real... Hoje penso que, às vezes, é melhor acreditar numa boa ilusão do que ter de encarar uma dura realidade. Pena que meu pragmatismo não me permita viver com tal regalia.     

Houve um dia em que eu pensei que seria jovem para sempre, mesmo que meu corpo viesse a sofrer os desgastes próprios do tempo. Hoje, na meia idade, percebi que o envelhecimento não tem nada a ver com a degeneração do físico, mas com a perda da inocência, da irreverência, da anarquia, da capacidade de sonhar sonhos impossíveis.

Houve um tempo em que eu pensei que os amigos seriam amigos para sempre. Ao depois, entretanto, percebi que as amizades acabam por tornarem-se circunstanciais, algumas, inclusive, são meramente calcadas em interesses, outras, desfazem-se quando mudamos de endereço, de telefone, de empresa, de igreja... Constatei que minhas amizades, quais pedras de barro, foram se esfarelando até tornarem-se apenas poeira que cobre os meus pés exaustos de tanto chão.

Houve um tempo em que eu pensei que a paixão seria para sempre. Mas paixão é “bicho” indolente, foi feita pra voar, não para viver presa, por isso não é possível aprisioná-la na “gaiola” do coração humano. A paixão é como foguete de São João, quando despertada, rasga o céu com exuberância e desenvoltura, depois, todavia, desvanece, silencia, some na escuridão da noite do ser.   

Houve um tempo em que eu “vivi a ilusão de que ser homem bastaria”. Mas aí eu cresci, senti a necessidade de ser gente, quis ser reconhecido, singular, irrepetitível. Ser gente é mais do que simplesmente ser homem, pois homens não duram pra sempre. Aos poucos, entretanto, percebi que meus sentimentos se complexificaram, que minha alma tornara-se “sofisticada”, que minha consciência, momentaneamente iludida, imaginara ter evoluído a tal ponto de prescindir do meu coração. Sendo gente, pensei, jamais serei esquecido, ignorei o fato de que tudo na existência ruma para o irremediável, sucumbe em silêncio e solidão.  


Houve um tempo em que eu sentia estas coisas... Tudo isto invadia minha alma como raios de sol que rasgam as frestas da velha janela, até que atentei para o fato de que o único absoluto da vida é Deus, tudo o mais, sendo relativo, é passageiro e finito. Deus colocou a eternidade como pulsação interior no coração do homem, mas este, não compreendendo as dimensões e implicações deste estado pós-matéria, tenta tornar eterno aquilo que é apenas temporal.

De fato, pra sempre, sempre acaba, pois, no final desta estrada na qual todos nós estamos caminhando, existe uma grande placa onde estão presentes os seguintes dizeres: “Fim da Linha! Bem vindo à eternidade!”. Nesta nova dimensão pós-existencial, pra sempre é pra sempre mesmo, pois Deus assim o diz, e Sua Palavra, para mim, é mais do que suficiente para me fazer crer. E para você?..

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Eu (não) acredito

Por Thiago, um atleticano de 1982
Nasci em 1982. Cinco anos depois de o invicto Galo de João Leite, Toninho Cerezo e Marcelo Oliveira se tornar vice-campeão brasileiro ao cair para o São Paulo nos pênaltis, no Mineirão; dois após as históricas finais nacionais contra o Flamengo, culminando em outro segundo lugar; pouco mais de nove meses passados do Atlético x uFlamengo pela Libertadores no Serra Dourada, com a polêmica arbitragem de José Roberto Wright.
Eu não fazia a menor ideia, mas aqueles jogos que antecederam a minha existência curiosamente a determinavam – ao menos no âmbito esportivo.
Enquanto São Paulo e Flamengo partiram para anos de absoluta glória, em seguida a assinarem algumas de nossas mais marcantes cicatrizes, o Atlético se encaminhou para tempos de suplício.
Engana-se quem pensa que o clube se tornou um coadjuvante sem qualquer expressão. Honestamente, antes fosse esse o problema. O que mais machucava o atleticano era saber de uma grandeza que jamais se confirmava em títulos.
Antes que eu pudesse discriminar claramente as coisas, cresci ouvindo os comentários ao meu redor enfatizando as más jornadas nas semifinais contra Santos (1983), Coritiba (1985), Guarani (1986), Flamengo (1987). A partir dali, entre 1988 e 1990, passei, paulatinamente, a acompanhar por conta própria.
A primeira marca de que a experiência comprovaria o relato veio em 1991, contra – como não poderia deixar de ser – o São Paulo. Um Zetti milagroso seguraria o zero a zero no Morumbi, levando o tricolor à final do Brasileirão com dois empates.
O título da Copa Conmebol de 1992 aliviou a frustração, mas a ridicularização insensata do certame continental – tão ou mais desvalorizado que sua atual versão, a Copa Sul-Americana – me deixava ainda assim cabisbaixo. A Copa da Uefa, equivalente da Conmebol na Europa, não recebia e não recebe este tratamento no Velho Continente.
Então, o drama das semifinais prosseguiu com Corinthians (1994) e aquela que, talvez, foi a mais traumática derrota para mim, para a Portuguesa (1996). Para um sujeito então já jovem, um bocado inseguro e de autoestima combalida, o Galo parecia mais o veneno do que o remédio. Ano após ano, o time me enchia de vida só para, pouco depois, me presentear com a morte.
Campanhas incríveis e jogadores fabulosos foram sugados por este buraco negro que não cessava de eliminar esperanças e acabar com sonhos. O trajeto inglório perdurou contra o Corinthians na final do Brasileirão em 1999 e nas quartas-de-final da Libertadores no ano 2000. E então, a eliminação no “polo aquático” do Estádio Municipal Anacleto Campanella para o São Caetano em 2001. E o Brasiliense (2002) nas semifinais da Copa do Brasil. E… aquilo bastava. Eu continuava sonhando, mas cedi às evidências e à comprovação dos relatos que tanto me perturbavam, e aprendi a não acreditar. O Atlético era sem dúvida apaixonante, mas não era um time no qual se apostar. Um dilúvio, um árbitro com quinhentos cartões vermelhos, um time grande com um elenco estelar, ou um pequeno em raro momento de sua história – a decepção sempre estaria a apenas algumas rodadas ou fases de distância e, inevitavelmente, chegaria. Parecia uma metáfora da vida, mas era talvez justamente da vida que eu quisesse escapar, amando por demais um clube de futebol.
A tríplice coroa do rival (2003) – que ainda que indubitavelmente vitorioso, ao menos no campeonato nacional não chegava tão longe quanto usualmente o fazíamos -, e o rebaixamento em 2005 jogaram uma pá de cal em meu entusiasmo. Não dava mais para seguir com aquilo.
Quando deixei as arquibancadas do Mineirão de Atlético e Vasco no dia 27 de novembro de 2005, receoso de conflitos após o descenso confirmado, lembro-me de abrir a porta do carro e ouvir a torcida cantar o hino do clube no estádio e pelo rádio. Chorei copiosamente e tive a certeza de que amava aquilo, contudo me envolvia mais do que deveria e precisava me afastar.
Prometi a mim mesmo não retornar, mas evidentemente não consegui. A dedicação, todavia, não era mais a mesma. As derrotas já não doíam tanto, nem as vitórias me fascinavam.
Assim foi até 2013 e me lembro exatamente do momento em que a história mudou. Deitado em minha cama, ao lado de minha esposa, com a televisão ligada, mexendo em um iPad e apenas escutando o jogo entre Atlético e Tijuana do México pela Libertadores: tal era o meu desleixo. O pênalti para os mexicanos aos quarenta e sete minutos do segundo tempo rebobinou a fita. Minhas palavras foram: “já vi esse filme” e “não tem jeito com o Galo não”. Ao fundo, o som da torcida cantando “Eu acredito”. Enquanto escutava aquilo, eu me perguntava: “Eles acreditam? Eu não. O que há com esses caras? Deve ser um grupo novo de jovens atleticanos, porque o pessoal da minha época já sabe como essa história vai acabar. Pobres garotos”. E Victor defendeu! Os pênaltis que derrubaram o vice-campeão invicto de 1977 agora levavam o trem de volta aos trilhos.
Renascia também um menino que houvera perdido a esperança, mas não o desejo. Um menino que – como muitos, ao se tornar adulto – passa a não acreditar tanto mais, mas guarda em si uma imensa vontade de fé.
Na fase seguinte, a derrota para o Newell’s Old Boys por dois a zero na Argentina foi o suficiente para acinzentar o mundo novamente. E aquele incompreensível e incômodo grito de “eu acredito” retornaria uma semana depois no Independência. Eu? Não acreditava. E Guilherme acertou um chutaço aos cinquenta minutos do segundo tempo! Nos pênaltis, Jô errou, Richarlyson isolou e a falência se anunciou. Eu ainda não acreditava. E os argentinos falharam, e Victor defendeu a cobrança do excelente Maxi Rodríguez!
O pior havia passado. O Olimpia do Paraguai tinha mais tradição, mas menos time que o Newell’s. E o Galo fingiu de morto novamente e perdeu de dois a zero fora de casa mais uma vez. O drama se reiniciava…
No jogo de volta, muito do tal “eu acredito” e um sofrimento insuportável até o gol de Leonardo Silva aos quarenta e dois minutos da etapa complementar. Prorrogação, pênaltis. Tudo para envolver e trazer de volta aquele que não cansava de se esquivar e não acreditar. O chute na trave de Jimenez sacramentava: a história havia mudado.
Catarse, loucura, esperança, sonho… Volta à realidade, dia-a-dia.
O adulto cético retomava a rotina e se desligava do futebol outra vez. Esse negócio de torcer faz mal ao coração, e a vida e o trabalho já nos são caros demais. É assim que tem que ser. Ou assim seria até o gol de Guilherme aos trinta e um minutos do primeiro tempo das quartas-de-final da Copa do Brasil contra o Corinthians em 2014. O canto do “eu acredito” iniciado no gol anterior, de Luan, não fizera efeito em mim. Descrente, eu dizia “é muito. Quatro é muito!”. Já no segundo, porém, acho que eu acreditava. Ou não. E Edcarlos, de joelho, coxa, barriga, ou todos esses três simultaneamente marcou o quarto e eliminou o Timão! Aquele mesmo de Branco em 1994, Luizão e Edílson em 1999.
O pior havia passado. O Flamengo já não era aquele dos anos oitenta. Lutava contra o rebaixamento no Brasileirão, tinha um elenco limitado. Não obstante, repetiu o feito corintiano na fase anterior: dois a zero no Galo em casa e, no jogo de volta, um a zero com um belo gol de um rapaz petulante que colocava a mão na orelha e pedia para ouvir o grito da torcida, como quem não acreditava no que, outra vez, seria a efetivação do incrível. Pensei – em silêncio, pois ainda não estava disposto a alimentar minhas próprias esperanças, nem anunciá-las à minha esposa: “vai que a história se repete! Esse rapaz vai ficar com cara de tacho”. E ficou! Carlos, Maicosuel, Dátolo e Luan. Galo 4 x 1.
Antes de Corinthians e Flamengo, houve o Lanus. Vitória fora de casa, derrota de virada no último minuto no Mineirão, prorrogação. Perder de 3 a 2 só para virar para 4 a 3 no tempo extra (com um gol contra dos hermanos). Recopa nas mãos do Galo e a despedida do mágico Ronaldinho.
Não há descrente que resista a tantas ocorrências do incrível. Tijuana, Newell’s, Olimpia, Lanus, Corinthians, Flamengo. Finalmente, eu também acreditava.
O time que aprendi a amar e que, em minhas primeiras décadas, dava a vida apenas para tirá-la com a morte, agora anunciava a morte apenas para se afirmar vivo. Um time comum? Não. Uma espécie de bungeejump futebolístico.
Pensei muito antes de afirmar que não havia precedentes disso no futebol, porém, asseguro: não há. Sim, é verdade que todo torcedor vê suas conquistas como as mais especiais de todas. No entanto, você já viu seu time ganhar assim? Eu duvido!
Faltava o Cruzeiro, mas eu já acreditava. Receava, já que via um time gabaritado do outro lado, mas tinha fé. E curiosamente, foi justamente contra o grande rival que o “eu acredito” sequer precisou ser evocado. Foi simples e fácil, domínio absoluto para descansar o coração de quem já enlouquecera tantas vezes antes.
No fundo, sinto-me ridículo; gritando “eu acredito” e confiando naquilo que, por mais que se repita centenas de vezes, não deixa jamais de ser inacreditável. Porém, seria mais estúpido não acreditar. Depois de aprender a não acreditar, aprendi que insistir no ceticismo é apenas ser burro ou pessimista, não cético, tampouco realista.